►► [redux]

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Não há como aprender a "fazer bem na próxima oportunidade" um evento que jamais voltaremos a vivenciar.

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in Amor Líquido de Zygmunt Bauman

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[empty frame]
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in Twilight Zone
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[hoje]
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a minha cabeça vai a prémio.
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(e não se esperam licitadores)
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[o pensamento vertical geralmente usa gravata]
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percebo bem aquela adrenalina libertada, numa leveza quase encantada, quando se tem uma ideia que resolve um problema. ao fim de dias, semanas, mesmo meses, com uma inquietação que nunca se resolve quando queremos, mas quando estão reunidas as condições para que o pensamento se deixe iluminar – quando isto acontece, dá-se um orgasmo mental que extravasa também para o corpo.
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a investigação vertical – o escavar em profundidade – pode levar-nos à raiz do problema lá no fundo do buraco, mas apesar do gratificante que isso possa ser convém saber sair se queremos continuar.
há quem escave sempre no mesmo buraco, crie grutas incríveis, muitas vezes insondáveis e viva lá a vida inteira.
para estes seres, o buraco de um outro, deve provocar uma estranheza enorme...
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na mesa, uma conversa acerca da nova série Book de Augusto Alves da Silva, patente no museu de Serralves, onde o fotógrafo assume, finalmente, a sua obsessão pela imagem do corpo feminino. processo: colocou um anúncio na net onde pedia modelos amadoras para sessões fotográficas, todo o processo foi politicamente correcto (para mais explicações clicar aqui)
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gajo1: aquilo é um erotismo barato. politicamente correcto e tal, mas desinteressante.
gajo2: mas apareceram muitas ao anúncio?
gajo1: às resmas pá! essas gajas das caixas e balcões desse comercio todo…
gaja: ouvi dizer que apareceu uma doutorada em bioquímica nuclear ou algo parecido.
gajo2: ... mas... mas, como é que uma mulher assim... se mete numa dessas...?
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esses seres completamente individuais, podem deixar-nos obras e descobertas fantásticas, preciosas, mas tratar-se-ão sempre de obsessões não partilháveis.
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basta pensar na vida sexual do kafka – inexistente!
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[nature-me]
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a partir de Victoria e Thriller de Salla-Tykkä
(no Solar de Vil do Conde, neste verão)
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[04 de novembro, pelas 06h00]
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Toda a situação parecia saída de um argumento qualquer conhecido, mas não reconhecido: receber de herança uma casa em ruínas com um vizinho alheado mas metido.
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Para a manha ficou apenas esta cena: uma estrada comprida em terra batida que percorria num automóvel guiado por alguém. No chão existiam umas manchas negras, pretas, que com a aproximação se revelavam gatos jovens de diferentes tamanhos. Eles não fugiam, apenas se arrastavam devagar até à berma da estrada.
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Para o resto do dia ficou a sensação de angústia pela impossibilidade de nos desviarmos de todos, e o som dessas impossibilidades – o som do esmagamento.
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[momento 4'33'']
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a partir de MAUS de Vladeck Spielgeman
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[aforismos à la cart]
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em qualquer excesso, mora um cadáver
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in Uma lição de amor de Ingmar Bergman
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o blogger aproxima-se, perigosamente, da ideia de imortalidade ao só permitir isto: um falso fim
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há quem diga que as mudanças acontecem de 7 em 7
prefiro pensar que é de 9 em 9
mas acabou por ser de 8 em 8
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(este livro é uma fonte de citações... será melhor dizer: uma estufa de citações)
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é soberano aquele que decide em que armadilha quer cair
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(porque)
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(...) deixar-se ir de livre vontade constitui motivação suficiente
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ainda mais:
só quem é suspeito de ter segundos pensamentos pode efectivamente ser considerado sujeito.
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[uma história "tremida"]
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porque nem tudo tem de ser definido
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in o rouxinol branco de joão penalva
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[mas, mas...]
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in pemanent vacations de jim jarmusch
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[citação]
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aqui
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[faça chuva ou faça sol]
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- em que pensas? no tempo todo. de alvaro lapa
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(na colecção em serralves)
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'pér'aí... isto quer dizer que eles dantes sugeriam?!!!
pensei eu quando dei com o título, depois fui lendo o resto do artigo e o queixo foi descendo... descendo...
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[um dia a alma aparvalha-se-me de vez]
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[o soberano bem, ou estar mal de soberania]

do 'filosofo poeta', jacques derrida
(um pensamento zoológico)
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não se sabe pois lá muito bem, se o género humano pertence a uma centena de homens, ou se essa centena de homens pertence ao género humano. (...) eis assim a espécie humana dividida em rebanhos de gado, tendo cada um o seu chefe, que o guarda para devorar.

rosseau
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concluo que pelos vistos não nos andamos a comer o suficiente uns aos outros - sendo o lugar da devoração o mesmo da vociferação, nesta deveria constar aquilo que se ingeriu... mas os arrotos que oiço soam-me todos ao mesmo.
acho que a nossa soberania se anda a comer a si mesma - uma dieta pouco saudável que lhe faz perder cada vez mais peso.
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[memorizando]
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in a pianista de michael haneke

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vá-se lá perceber os gunas desta cidade!

confesso que estava à espera que escaqueirassem os homens T logo no primeiro dia… nada! é vê-los todos contentes a tirar fotos de tlm abraçados aos bonecos.

uma pessoa já nem pode confiar no vandalismo, rsssss…
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[ in film]
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[a potência de existir - um manifesto hedonista]
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não é que ele me diga nada que eu já não soubesse ou intuísse. simplesmente diz-mo no tom certo: como se estivesse à minha frente na mesa dum café.
gosto da forma como dá de si, em contradição como na vida, e é aí que me entendo com ele:
- a filosofia salvou-lhe a vida.
- a mim, foi quase...
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[repetir 10 vezes, com convicção:]
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uma mentira repetida muitas vezes torna-se numa verdade.
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[só mais um]

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in Saraband de Ingmar Bergman
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[citação]
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you shut one eye
you peer into yourself
peep into every corner
make sure there are no nails no burglars
no cuckoos' eggs

then you shut the other eye as well
you crouch, then jump
jump high, high, high
right up to the top of yourself

then your weight drags you down
you fall for days and days as deep as deep
down to the bottom of your abyss

if you're not smashed to bits
if you're still in one piece and get up in one piece
you can start playing.
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before you play de Vasko Popa
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(se ando numa de poesia é porque ando de azia)
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[failure again]
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sou tão estupida.
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há pessoas que não têm lata, têm bidões!
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[talvez, talvez...]
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...a musica mais triste alguma vez escrita ............................................. *
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[D day for D]
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09 am não, 09 pm
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(porque a hora, aqui, faz toda a diferença)
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passaste por ela e sorriste.
seguiu-te com o olhar até à varanda.
no momento seguinte já não existias.
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e enquanto tu voavas até ao alívio,
ela permanecia sentada na sala,
impotente contra a dor
que de ti voava até si.
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(uma crueldade incontrolada)
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é por isso que estes beijos salgados são dedicados, a ela.
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[chamem-me conservadora, mas...]
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... para mim Banksy é para ser visto nas ruas, não num museu!
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[Allegro ma non troppo]
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Momento I:
o papel das especiarias (e da pimenta em particular) no desenvolvimento económico da idade média.
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Um brevíssimo resumo pela dita idade em forma de anedota relativamente bem conseguida.
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Momento II:
as leis fundamentais da estupidez humana.
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Depois destas leis referidas neste post anterior, pouco mais há a acrescentar, excepto um gráfico onde se podem identificar as quatro principais categorias de Humanos:
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os ingénuos
os inteligentes
os bandidos e
os estúpidos
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obviamente, categorizam-se as pessoas pelos actos e são esses actos que podem ser analisados no tal gráfico.
assim:
iniciei um acto ao encomendar este livro:
fui levanta-lo ao balcão da livraria, esperei cerca de 20m – o que me fez passar pelas estantes, e consumista como sou, no momento em que finalmente me chamaram trazia outro debaixo do braço.
ou seja:
paguei 10€ por 2h30 de leitura que não me foram úteis para o objectivo que tinha em mente, embora tenha de confessar que foram 2h30 de sorriso nos lábios, ainda assim, não justifica o preço, no meu entender.
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ora, já que nesta acção, perdi tempo e dinheiro cujo peso o sorriso não compensou, a única parte a ganhar com este acto foi a livraria (mais editora e autor). sendo assim e segundo o gráfico: sou ingénua.
foi de facto um acto ingénuo e foi por pouco que o italiano não se ficava a rir de mim: o que este gráfico não mede é o factor acaso, grande responsável pelas mais variadas e importantes descobertas – neste caso, o ter dado com o tal livro nas prateleiras:
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A potência de existir – Manifesto hedonista do Michel Onfray que depois de ter dado uma vista de olhos pelas primeiras páginas, me agarrou como à muito nenhum o fazia.
… e lá se vai a minha grande decisão de ler apenas um de cada vez…
até já caro Stirner…
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[a ironia é bela]
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ART MUST BE BEAUTIFUL, ARTIST MUST BE BEAUTIFUL
Marina Abramovic, 1975
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