[e a montanha pariu um ácaro]
ontem, coliseu de lisboa: sonic youth

definitivamente, tudo tem um prazo de validade.
o concerto não foi mau – nunca o poderia ser: estes senhores têm demasiada, sublinho, demasiada experiencia para que isso acontecesse.
o que assisti ontem foi a execução de um guião já repetido demasiadas vezes: desde o bracinho a tocar guitarra em círculo, à ida do moore à plateia até à deprimente apresentação da banda, foram apenas gestos desprovidos de significado.
nenhum deu de si – já não precisam: a máquina está montada há vinte anos, agora basta chegarem ao palco e cumprirem a tarefa.
e foi o que fizeram. apenas.
e foi o que fizeram. apenas.
o concerto deu-se porque há público que se contenta apenas com a máquina – quem fez ontem o concerto não foram os sonic youth, foi a plateia.
mas claro, a culpa nunca é do emissor, mas do receptor:
já devia saber que não podia ter expectativas ou então devia-me ter alterado com umas cervejas e uns ganzos antes de entrar – talvez agora não estivesse prá'qui a chorar o dinheiro.