Mostrar mensagens com a etiqueta tangibilidades. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta tangibilidades. Mostrar todas as mensagens

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬



a memória não se anula. antes assalta ao menor pretexto.


 


▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬



quando as facilidades não se esperam, também não se propõem.


▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬


tarde demais, para um gesto de tensão                   (ou atenção)



▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬





há desejos e há medos

há desejos que metem medo

há medos desejáveis

há o que há

e o que há é tudo o que há










há amor




▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

[camas amigas]

passei os últimos meses a dormir numa cama de 90 anos. era muito bonita, muito sensível e falava comigo.
era uma boa companhia, cumprimentava-me assim que chegava, despedia-se no momento a que me punha de pé e comentava tudo o que ali se passava.
mas a pobre precisava de descanso. sabia que em certas alturas a magoava, ela queixava-se bastante. mas foi uma boa amizade enquanto durou.

agora tenho o colchão no chão.. olho para ela ali ao fundo, desmontada, inútil, silenciosa, à espera do próximo destino e sinto uma ténue saudade.
continuo a gostar dela, mas estou melhor sem ela. 
vejo noutra perspectiva: o tecto está mais longe e o cotão mais perto. e os outros móveis parecem mais reais, com mais peso.

acontece o mesmo com algumas velhas amizades.
quando se desmontam e perdem a função, perspectivam-nos a realidade:

confirmamos a grandeza das que ficam e limpamos mais vezes o lixo acumulado entre elas.



▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

*

a resolução é aliviante

**

mesmo quando a tendência é a inquietação, as coisas por si visam um equilíbrio
e quando este chega, aprende-se muito

*

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

[quem está de fora vê sempre melhor]


o outro é sempre alguém inacessível,
(ainda mais do que eu me sou muitas vezes)
mas há sempre momentos, geralmente após algum acontecimento – porque é com o acontecer, com o fazer, com o dizer, que nos revelamos (e revelemo-nos sempre em paisagem – naquela que nos rodeia) – que melhor conseguimos ver o outro, de fora, na sua paisagem, na sua unicidade.


nestes dias vi-o destacado na sua paisagem.
(é o ser que me acompanha nos últimos meses, a pessoa que amo)
e finalmente percebi-o numa das suas facetas:
no isolamento.

um ser autónomo entre autómatos.
um ser individual entre réplicas.
e salve-me o sarcasmo:
um adulto entre adolescentes.

abre-se-me um vazio no peito para o receber.
o recolher.
mas é longe demais.

de longe vê-se melhor o contexto.
mas pior o pormenor. 


▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬



.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.

.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

                                              *




















                                                                         


























▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

[a irreversibilidade]



não é uma ideia fatalista, é realista.

e o que mais custa:
saber que se deve, tão só e apenas, à banalidade





▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

[tesourinha de unhas]
.
para cortar aquela parte que medeia a causa e o efeito:
.
assim,
ficaria a vontade de dar a conhecer
o outro,
passa a saber
sem a chatice do:
.
ter de dizer
.
.
.

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

[see it?]
.
.li ainda agora aqui a frase: um criador é um copista falhado – faço uma vénia ao autor, é mesmo isso.
historicamente a tentativa primordial sempre foi a cópia, só quem não conseguia reproduzir o que via é que criava: a justificação para a falha entre o visível e o desenhável.
como tantas outras vezes: a arte ensina-me a ver a vida.
não a consigo copiar, portanto crio-a: à vida, não à arte – porque se criar a vida que quero depois recriar, posso-me sentar e copiá-la fielmente ou traí-la conscientemente.

coleccionar não é uma coisa nem outra – é simplesmente observar, consumir: a justificação para a falha entre a vivência e o sofá.

o lugar do observador será sempre passivo, confortável e protegido.
e se a perversidade é filha da passividade o lugar desta família monoparental é a exuberância que faz dum grão de areia o diamante mais puro.
e quanto a isto:
quanto à linguagem, ainda sou mais preconceituosa:
a poesia, por mais maldita que seja será sempre a justificação para a falha entre a vivência e a falta dela.

***

é na acção que está a vida, não na linguagem.
(pena a arendt não ter tido isso em consideração quando se deixou apaixonar pelo heidegger...)
.
.

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

] [
.
.
"
While you make pretty speeches
I'm being cut to shreds
You feed me to the lions
A delicate balance

And this just feels like spinning plates
I'm living in cloud cuckoo land
And this just feels like spinning plates
Our bodies floating down the muddy river
"


*
.
.

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

["i don't believe in true love, anyway"]
.
.
eu sei que gostavas mais de mim quando despejávamos garrafas de whisky sozinhos.
.
.

a potência de existir adão+eva adel abdessemed akira kurosawa alexandre o'neill allegro ma non troppo alvaro lapa amor líquido and also the trees andrei tarkovsky antónio de sousa ao bibo archetypo 120 artavazd pelechian artes as metamorfoses de ouvido ataraxia atom egoyan attrition banksy Bas Jan Ader bd bloguices boris mikhailov carlo maria cipolla catálogos centrífugo centrípeto citação citação adulterada collection d'arnell andréa daniel carter dave burrell dead man's bones diamanda galas divulgação do sentimento trágico da vida do sentir entremuralhas evan parker federico ughi fields of the nephilim filmes francis alÿs francisco tropa gaspar noé ghedalia tazartès gilles deleuze graveyard sessions gustave courbet imagens movimento imagens tempo ingmar bergman jacques derrida jacques lacan jandek jean-luc godard jim jarmusch jimmie durham joão penalva joão queirós joe mcphee jorge luís borges josé eduardo lopes joseph-benoît klara lidén lau nau legendary pink dots les baton rouge livros liz and ruth seidman - vodka sisters lock the target luc boltanski luc tuymans luisa cunha lydia lunch mania que percebo do assunto marcel van eeden marina abramovic mario perniola mark twain maus mesa de café messer chups micachu michael haneke michel borremans michel onfray michelangelo antonioni miguel de unamuno musicas no wave/post-punk/underground/new york 1976-1980 nove ensaios dantescos o soberano bem ordo rosarius equilibrio palácio de cristal peter fischli + david weiss peter murphy peter sloterdijk philip scott johnson poesia portishead post dedicado pseudo-arte psychedelic furs radiohead roberto rossellini russ meyer samuel beckett sanguinidades séries sonic youth sore stephen o'malley study girl sunn o))) susan alcorn swans tangibilidades television personalities terrence malick the chameleons vox thurston moore and byron coley tindersticks twilight zone ulay vasko popa vladeck spielgeman wayne hussey william parker william turner winter severity index working class girl zygmunt bauman


"If creativity is a field, copyright is the fence" - John Oswald