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não costumam ser as nossas ideias que nos fazem optimistas ou pessimistas, é antes o nosso optimismo ou pessimismo, de origem filosófica ou porventura patológica, que faz as nossas ideias.




in 
do sentimento trágico da vida 
miguel de unamuno



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[tornei a apaixonar-me]
























desta vez foi por uma gaja, que por sinal até é fufy.
chama-se klara lidén
e este video kasta macka

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[paradox-me]



sometimes doing something leads to nothing and sometimes doing nothing leads to something



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[failure-me]

sabe bem ser arrebatada:
Bas Jan Ader - a minha nova obsessão.
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[o soberano bem, ou estar mal de soberania]

do 'filosofo poeta', jacques derrida
(um pensamento zoológico)
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não se sabe pois lá muito bem, se o género humano pertence a uma centena de homens, ou se essa centena de homens pertence ao género humano. (...) eis assim a espécie humana dividida em rebanhos de gado, tendo cada um o seu chefe, que o guarda para devorar.

rosseau
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concluo que pelos vistos não nos andamos a comer o suficiente uns aos outros - sendo o lugar da devoração o mesmo da vociferação, nesta deveria constar aquilo que se ingeriu... mas os arrotos que oiço soam-me todos ao mesmo.
acho que a nossa soberania se anda a comer a si mesma - uma dieta pouco saudável que lhe faz perder cada vez mais peso.
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[a potência de existir - um manifesto hedonista]
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não é que ele me diga nada que eu já não soubesse ou intuísse. simplesmente diz-mo no tom certo: como se estivesse à minha frente na mesa dum café.
gosto da forma como dá de si, em contradição como na vida, e é aí que me entendo com ele:
- a filosofia salvou-lhe a vida.
- a mim, foi quase...
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[see it?]
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.li ainda agora aqui a frase: um criador é um copista falhado – faço uma vénia ao autor, é mesmo isso.
historicamente a tentativa primordial sempre foi a cópia, só quem não conseguia reproduzir o que via é que criava: a justificação para a falha entre o visível e o desenhável.
como tantas outras vezes: a arte ensina-me a ver a vida.
não a consigo copiar, portanto crio-a: à vida, não à arte – porque se criar a vida que quero depois recriar, posso-me sentar e copiá-la fielmente ou traí-la conscientemente.

coleccionar não é uma coisa nem outra – é simplesmente observar, consumir: a justificação para a falha entre a vivência e o sofá.

o lugar do observador será sempre passivo, confortável e protegido.
e se a perversidade é filha da passividade o lugar desta família monoparental é a exuberância que faz dum grão de areia o diamante mais puro.
e quanto a isto:
quanto à linguagem, ainda sou mais preconceituosa:
a poesia, por mais maldita que seja será sempre a justificação para a falha entre a vivência e a falta dela.

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é na acção que está a vida, não na linguagem.
(pena a arendt não ter tido isso em consideração quando se deixou apaixonar pelo heidegger...)
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[the sweet taste of ... what?]
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.lembro-me do tempo em que percorria o território limite,
do prazer que me dava pisar a fronteira
e da adrenalina da vertigem nas viagens pelo outro lado.

essas viagens são-me cada vez mais vãs,
não pela memória das que me esfarraparam
mas pela constatação da imensidão que me falta percorrer em território interno.

escavar buracos e estudar estratos,
observar objectos perenes e caducos,
perceber finalmente que a direcção é vertical e não horizontal.
(a gravidade é um caso grave, realmente...)
a pesquisa é um trabalho solitário,
ascende e cai,
nunca rebola, mesmo quando se trata apenas duma pedra sísifa.
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isto é um pouco como o punk inglês nos anos 70 - o objectivo, paradoxalmente, era a conquista de mercado. o esgalhar das guitarras era apenas uma atitude com garantias mainstream e não um real interesse no desbravar de terreno.
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passa-se o mesmo hoje com a arte
e com as emoções.
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[pensando a estupidez].
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allegro ma non troppo (fresquinho, fresquinho! ...acabado de me chegar às mãos)
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segundo carlo maria cipolla: pode-se classificar a população humana em quatro grandes grupos:
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- os inteligentes que conseguem ter uma acção que resulte em vantagem para si e também para os outros (ainda que menor).
- os vigaristas que tiram vantagem para si com prejuízo de terceiros.
- os fúteis não geram nem para si nem para os outros, vantagem ou prejuízo.
- os estúpidos que têm uma acção que resulta em prejuízo para si e para os outros (ainda que menor).
.pode-se tb enunciar cinco leis da estupidez:
.- sempre e inevitavelmente, cada um de nós subestima o número de indivíduos estúpidos que há no mundo.
- a probabilidade de que uma determinada pessoa seja estúpida é independente de qualquer outra característica dela mesma.
- uma pessoa é estúpida se ela causa um dano a outra ou a um grupo sem obter nenhum beneficio para si, ou mesmo sofrendo prejuízo.
- as pessoas não estúpidas subvalorizam sempre o potencial nocivo das pessoas estúpidas; esquecem constantemente que em qualquer momento e lugar, e em qualquer circunstância, tratar ou associar-se com indivíduos estúpidos constitui inevitalmente um custoso erro.
- a pessoa estúpida é o tipo de pessoa mais perigosa que existe.
.***
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vamos lá ver se este me será útil, ou não passa duma estupidez pegada, rsss...
(continua)
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[e mais rizomático que o indivíduo, não há]
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[mario perniola - do sentir]
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[X]
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O livro é sobre o sentir e as suas transformações ao longo das últimas gerações.
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Era uma vez,
num tempo em a informação útil se restringia ao contexto habitado e as opções vivenciais a julgamentos dicotómicos, qualquer experiência vivida era sentida como única, as nuances entre os opostos eram descobertas pela primeira vez in loco.
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Mas às tantas,
o sentir foi-se globalizando a par com tudo o resto: hoje temos manuais que nos ensinam a lidar com qualquer inquietação desde a infância à velhice. O acesso às excepções já não faz apenas na partilha duma intimidade ou de um segredo - faz-se, e comenta-se, como uma formula. O virtual tornou-se um laboratório por excelência na experimentação dessas excepções, mas como qualquer laboratório é asséptico, as variáveis são controladas e protegidas de contaminações exteriores. O real não é asséptico, contamina-se com o lugar e a proximidade de outro corpo, transformam-se naturalmente numa outra experiência.
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E depois,
depois nada. . .
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luc boltanski chega a Serralves e diz qualquer coisa como:

dum lado temos os poderosos e do outro os fracassados.

e caracteriza estes últimos como os que:

- não sabem comunicar
- não sabem confiar
- não se sabem moldar

mas de que raio está este gajo a falar?
e continua:

o fracassado é aquele que entende o falhanço profissional como sendo pessoal e até afectivo.

e continua ainda, irónicamente:

assim, se foi despedido a culpa é inteiramente sua – a culpa é individual.

com ironia, mas vamos lá ver…
que culpa?
- a culpa de não saber comunicar?
com o outro ou com o sistema?
- a culpa de não saber confiar?
no outro ou no sistema?
- a culpa de não se saber moldar?
ao outro ou ao sistema?
era sobre estas questões que gostaria de o ouvir com argumentos próprios e não com leituras de lugares comuns sobre a dominação por fragmentação, a inevitabilidade metamórfica do capitalismo ou a sua capacidade de absorver a oposição crítica. porque se é na base da pirâmide capitalista que vivem os fracassados, é na falha que assenta a estrutura capitalista. e sim… a coisa parece estar a dar de si e a crítica (a 'social' ou a 'artística') não encontra argumentos funcionais.
não os encontra… mas chega à 'belíssima' conclusão:

na precariedade é que está a vida!

rssss….
… no mínimo, um pensamento idiotamente estereotipado! se é isto que as ciências sociais concluem então a frase de boltanski:
há um excesso de poder dado às ciências sociais,
faz todo o sentido, e fez desta conferência uma pescadinha de rabo na boca – um círculo sem pontos de fuga.

e eu, chego à conclusão que mandei quase três horas para o galheiro e ainda fiz um post de merda! enfim...
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a potência de existir adão+eva adel abdessemed akira kurosawa alexandre o'neill allegro ma non troppo alvaro lapa amor líquido and also the trees andrei tarkovsky antónio de sousa ao bibo archetypo 120 artavazd pelechian artes as metamorfoses de ouvido ataraxia atom egoyan attrition banksy Bas Jan Ader bd bloguices boris mikhailov carlo maria cipolla catálogos centrífugo centrípeto citação citação adulterada collection d'arnell andréa daniel carter dave burrell dead man's bones diamanda galas divulgação do sentimento trágico da vida do sentir entremuralhas evan parker federico ughi fields of the nephilim filmes francis alÿs francisco tropa gaspar noé ghedalia tazartès gilles deleuze graveyard sessions gustave courbet imagens movimento imagens tempo ingmar bergman jacques derrida jacques lacan jandek jean-luc godard jim jarmusch jimmie durham joão penalva joão queirós joe mcphee jorge luís borges josé eduardo lopes joseph-benoît klara lidén lau nau legendary pink dots les baton rouge livros liz and ruth seidman - vodka sisters lock the target luc boltanski luc tuymans luisa cunha lydia lunch mania que percebo do assunto marcel van eeden marina abramovic mario perniola mark twain maus mesa de café messer chups micachu michael haneke michel borremans michel onfray michelangelo antonioni miguel de unamuno musicas no wave/post-punk/underground/new york 1976-1980 nove ensaios dantescos o soberano bem ordo rosarius equilibrio palácio de cristal peter fischli + david weiss peter murphy peter sloterdijk philip scott johnson poesia portishead post dedicado pseudo-arte psychedelic furs radiohead roberto rossellini russ meyer samuel beckett sanguinidades séries sonic youth sore stephen o'malley study girl sunn o))) susan alcorn swans tangibilidades television personalities terrence malick the chameleons vox thurston moore and byron coley tindersticks twilight zone ulay vasko popa vladeck spielgeman wayne hussey william parker william turner winter severity index working class girl zygmunt bauman


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